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Intermediação milionária no patrocínio do Corinthians levanta suspeitas de “laranja”

A contratação da empresa “Vai de Bet” como patrocinadora do Corinthians, intermediada pela empresa “Rede Social Media Design Ltda”, levanta suspeitas de irregularidades e uso de

 “laranja” em transações financeiras envolvendo o clube.

Documentos obtidos pelo blog revelam que a Rede Social, de propriedade de Alex Cassundé, ex-membro da equipe de comunicação do presidente do Corinthians, Augusto Melo, recebeu dois 

pagamentos de R$ 700 mil do clube em março de 2024, com intervalo de três dias.

A empresa repassou, posteriormente, R$ 580 mil e R$ 462 mil para a empresa Neoway Soluções

 Integradas em Serviços Ltda, através de transferências via Pix.

A Neoway, supostamente sob a propriedade de Edna Oliveira dos Santos, tem endereço fiscal em um prédio na Avenida Paulista, porém, segundo a recepcionista, a empresa nunca ocupou o 

espaço. O endereço residencial de Edna, em uma humilde casa em Peruibe, contrasta com o 

endereço da empresa na Vila Olímpia, e a própria Edna afirma desconhecer qualquer vínculo com a Neoway.

A transação de R$ 1,4 milhões da Rede Social foi realizada sem o conhecimento do diretor 

financeiro do Corinthians, Rozallah Santoro, que estava em viagem. O diretor administrativo, 

Marcelo Mariano, justificou os pagamentos alegando a emissão de notas fiscais e o pagamento de impostos pela Rede Social, mas a priorização do pagamento de um intermediário em 

detrimento de outras necessidades do clube, como a folha salarial, suscita questionamentos,

 principalmente em um clube com histórico de dívidas.

A falta de transparência nas operações, o uso de “laranja” e a aparente ligação entre os 

envolvidos geram um cenário de suspeitas de irregularidades e possíveis atos ilícitos.

Cabe ao presidente Augusto Melo esclarecer as transações e as relações entre Marcelo Mariano, Alex Cassundé e Sergio Moura, diretor de marketing do Corinthians, e, caso comprovadas as

 irregularidades, responder por possíveis atos de improbidade administrativa.

O blog do Juca, com base em documentos que comprovam as transações, aguarda a resposta do presidente sobre os fatos.

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